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Como funciona

Como funciona a bomba injetora de um gerador a diesel

9 min de leituraPor Bombas Injetoras IttoBancada própria em Curitiba desde 1983
FOLGA DE MICRÔMETROS

Quase todo problema de motor diesel que chega até nós pode ser explicado por três coisas que a bomba injetora precisa acertar ao mesmo tempo: pressão, momento e quantidade. Se você entender esses três, entende por que cada sintoma acontece.

Este artigo é o mais conceitual do site, e é para ele que os outros apontam quando precisam explicar uma falha.

Por que o diesel precisa de tanta pressão

Motor a gasolina comprime uma mistura de ar e combustível e acende com faísca. O diesel não tem vela: ele comprime apenas ar, até esse ar ficar tão quente que o combustível injetado inflama sozinho ao encontrá-lo.

Isso cria uma exigência dura. No instante da injeção, a câmara já está com o ar fortemente comprimido. Para entrar ali, o combustível precisa chegar com pressão muito maior que a do ar comprimido — e ainda precisa entrar pulverizado em névoa fina, porque gota grande não queima por inteiro no tempo disponível.

Produzir essa pressão é a função da bomba injetora. Transformá-la em névoa é função do bico.

Os três parâmetros

1. Pressão

Pressão insuficiente significa combustível mal atomizado — gotas grandes que queimam parcialmente. O resultado aparece como fumaça preta, perda de potência e consumo alto.

2. Momento, ou ponto de injeção

A injeção precisa acontecer no instante exato do ciclo do motor. Adiantada demais, a queima começa cedo e trabalha contra o pistão que ainda sobe — o motor bate e sofre. Atrasada demais, parte do combustível queima tarde ou nem queima, gerando fumaça e perda de força.

Em gerador, o ponto tem um efeito adicional: ele influencia a estabilidade de rotação, e rotação instável é frequência instável na energia entregue.

3. Quantidade, ou débito

Cada cilindro deve receber a mesma quantidade, e essa quantidade precisa variar conforme a carga. Débito desigual entre cilindros faz o motor trabalhar desequilibrado; débito insuficiente sob carga faz o gerador não sustentar o prédio, que é o quadro descrito no artigo sobre gerador que não assume a carga.

Como a bomba produz pressão

O princípio é o mesmo nos dois tipos de bomba. Existe um conjunto de êmbolo e cilindro — o elemento. O êmbolo é empurrado por um came e comprime o combustível dentro do cilindro. Quando a pressão supera a força da mola da válvula de recalque, ela abre e o combustível segue pelo tubo de alta pressão até o bico.

A diferença entre bomba em linha e rotativa está em quantos desses conjuntos existem: a em linha tem um por cilindro do motor; a rotativa tem um só, distribuindo sequencialmente para todos.

A folga que explica quase tudo

Aqui está o fato que torna a injeção diesel tão sensível. A folga entre o êmbolo e o cilindro é de micrômetros — frações de milésimo de milímetro. Precisa ser: folga maior deixaria o combustível escapar pelas laterais em vez de ser comprimido, e a bomba perderia pressão.

E essas peças não têm sistema de lubrificação próprio:

É o próprio óleo diesel que lubrifica o interior da bomba enquanto passa por ela. Essa única característica explica por que combustível degradado, contaminado ou com água destrói o conjunto — o lubrificante e o fluido de trabalho são a mesma coisa.

Quando esse diesel carrega partículas, ele passa a agir como abrasivo sobre superfícies calibradas. Quando carrega água, deixa de lubrificar. Em qualquer um dos casos a folga aumenta, e folga aumentada é pressão perdida.

O desgaste é progressivo e silencioso: a bomba ainda entrega pressão suficiente para o motor partir e funcionar em vazio muito tempo depois de já não conseguir sustentar carga.

O governador

Um componente que merece parágrafo próprio em gerador. O governador é o mecanismo que ajusta automaticamente o débito para manter a rotação constante quando a carga muda.

Num veículo isso é conforto. Num gerador é o produto: a frequência da energia entregue depende diretamente da rotação do motor. Governador desregulado significa frequência oscilando — e equipamento eletrônico sensível não gosta disso.

Por que tudo isso exige bancada

Nenhum dos três parâmetros pode ser verificado com o motor montado e funcionando. Não dá para medir a vazão individual de cada saída, nem conferir o ponto, nem comparar com a especificação do fabricante, sem colocar a bomba num equipamento que a aciona de forma controlada e mede o resultado.

É isso que a bancada faz: aciona a bomba na rotação especificada e mede quanto combustível sai por cada saída, em provetas graduadas. O número que aparece ali é comparado com a tabela do fabricante daquele modelo.

Sem essa medição, qualquer afirmação sobre o estado de uma bomba injetora é opinião. Com ela, é diagnóstico.

É esse teste que fazemos há 42 anos

Medição de vazão saída por saída, ponto e pressão, comparados com a especificação do fabricante. manutenção de bomba injetora para gerador a diesel com retirada da peça no local em Curitiba e região, laudo do serviço e garantia de 1 ano.

Fale com quem executa o serviço

Bancada própria na BR-116, em Curitiba, desde 1983. Retiramos a peça no local, orçamento fechado depois do teste, laudo técnico e garantia de 1 ano.

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